quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pecados que um homem NUNCA pode cometer


O Natal já está chegando e por mais que meu saco esteja tão cheio quanto o do Papai Noel, eu resolvi dar um presentinho para os meus amiguinhos, que tanto aparecem aqui pra prestigiar minha coluna, quanto pra curiar minha vida, com a finalidade de saber quem é o moço do texto da vez e coisa e tal. Pura ilusão, até porque todo mundo sabe que grande parte de tudo aqui é ficção.

Preparem-se para ler agora um texto que foi construido com o intuito de colaborar com todos vocês, digamos até que é um pequeno manual. Prestem bem atenção nessas dicas, pois essa conversinha de que mulher tem pavor quando vocês meninos esquecem a data de aniversário de namoro, quando deixam a tampa do vaso levantada, a toalha molhada em cima da cama e trocam elas pelo futebol com os amigos é tudo furada. Essas coisas nem se comparam com o que vem por aí.

Tinha tanta coisa pra falar mal, mas aí eu teria que cobrar pela consultoria, né? Fiz um pequeno resumo com 15 dicas essenciais para vocês, meus amados e idolatrados, que tanto me fizeram bem quanto me fizeram mal neste ano de 2009. Eu só peço uma coisa, caso alguém se sinta ofendido, pode chorar... mas chora bem longe daqui, tá?!

1. Usar a carteira no bolso de trás, dando um maior volume na sua nádega direita. Vou te contar: não tem nádega mais brega do que isso.

2. Camiseta machão é pecado mortal. Você não vai ser menos macho se não usar. E ah... Vai sair comigo assim? Vai nada... Se me aparecer desse jeito, deixo de castigo trancado no carro escutando um cd da banda Calypso. Fica sentado no banco mofando, só esperando o Apocalypso, tá?

3. Amiguinhos, prestem bem atenção nesse item:
Se você quer ter relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos com sua paquerinha, não é necessário despejar em cima da garota sentimentos absurdos (leia-se conversa pra boi dormir), que todo mundo sabe que não podem existir assim da noite pro dia. Caso ela realmente queira, ela vai dar pra você. Poupe seu tempo e sua lábia para uma coisa mais útil.

4. Não sinta inveja porque sua mulher ganha mais do que você. É natural hoje em dia ver mulher ganhando bem mais que homem. A gente gasta bem mais com roupas, salão de beleza, maquiagem, sapato, bolsa e todas as outras coisas que nós ADORAMOS. Então... nada mais justo, né?!

5. Ser metrosexual não é pecado, claro. Mas sem exageros, tá? Homem com aparência feminina é furada. É bicha na certa. Do mesmo jeito que vocês homens não querem ver a gente de menininho, a gente não quer andar acompanhado de uma menininha.

6. Mão-de-vaquismo é um dos pecados mais absurdos. Ela quer rachar a conta? Deixa ela rachar. Mas por favor... uma genteliza de vez em quando faz muito bem, sabia?

7. Síndrome de Carla Perez. Tem rapaz que não pode ver uma batidinha que já tá lá, todo se requebrando. Vai querer competir com meu rebolado, vai?! Então vai bem pra longe, viu?! Homem que não dança nada ou dança fora do ritmo é bonitinho, e se pisar no meu pé... eu apaixono!

8. Ser um homem das cavernas não é legal. Puxar pelo cabelo até que pode ser. Mas aparecer vestido a la Fred Flinston não dá. Vítima da moda também não vale. Esse aí é um ótimo candidato para ser vítima... de outro macho.

9. Se você tá carente, faça terapia. É mais barato e eficaz do que ficar mandando sms's de 5 em 5 minutos pra uma pessoa que você finge que gosta, e ela finge que acredita. Se teu plano de celular te dá um pacote de torpedos de graça, usa ele pra mandar corrente pro celular dos seus amigos.

10. Detesto co-piloto falante. Tudo que eu não preciso ter. "Olha pra frente! Presta atenção! Cuidado com a moto! O sinal, Têca!" Porra. Eu tô vendo isso tudo, sabia? É que eu gosto de dirigir com emoção. Se é pra criticar vai a pé, ou faz como a Angélica e vai de taxi.

11. Garoto fotolog do ano! Ensaio fotográfico é coisa de mulher, sabia? Claro que isso não vale pra quem é modelo ou artista. Se você não é, esqueça. E ah, nada de pedir pra sua irmã bater algumas fotos suas na piscina do seu prédio, bem descontraídas. Todo mundo sabe que elas foram espontâneamente forjadas.

12. Cheiro de homem é bom. Mas cheirinho de homem perfumado é melhor ainda, viu? Se eu quisesse um macaco eu ia pra zoológico, ok?!

13. Fanáticos. Religiosos, políticos e micareteiros. Sem esquecer jamais dos vascaínos fanáticos, que são abomináveis. Há quem prefira um homem com alguma doença venérea, pelo menos pra isso tem tratamento. Vascaíno nem o Padre Quevedo consegue dar jeito.

14. O mundo tá meio maluco. Todo mundo pegando todo mundo, perdendo o respeito pelos outros e por si mesmo, fato. Mas não é por isso que vocês vão fazer o mesmo, né?! Respeito é bom e todo mundo gosta.

15. Não faça nunca uma mulher rir até dar dor de cabeça se logo depois você vai fazer ela chorar até dar uma dor no coração.

Ficam as dicas, tá?
Beijo pros meninos e abraço prazamigas!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sábado à noite tudo pode mudar

Meu dia não estava sendo dos melhores, consequência da semana que não tinha sido nada boa também. Já era um típico sábado à noite desses que a gente não faz a mínima idéia do que vai acontecer e tem certeza de que pior não podia ficar. Enfim... resolvi recusar os convites pra fazer qualquer coisa, com qualquer um.

Volta tudo. Resolvi nada. Mudei de idéia antes que pudesse desistir novamente. Mudei de idéia e mudei também totalmente a minha noite. Decidi que daria uma chance pra um carinha muito especial, um carinha que eu havia esnobado, como muitos outros tinham sido nos últimos tempos, a diferença era que esse não merecia.

Ele gostava muito de mim e sempre esteve ao meu lado, não se importando se eu o usava pra chorar minhas mágoas de um adorável filho da puta qualquer. Ele simplesmente adorava que eu o procurasse, mesmo quando eu sumia por muito tempo, voltando a procurar por ele só quando as coisas complicassem pro meu lado. Eu me sentia meio culpada, mas logo a culpa passava.

Pois bem, meu sábado à noite seria dele. Finalmente teríamos aquele encontro que andei adiando por tantos finais-de-semana, já que andava ocupada demais com cara menos legais e menos merecedores do que ele. Agora sim ia dedicar um pouco do meu tempo pro cara certo.

Tomei um bom banho gelado pra matar o calor, vesti uma roupa que daria uma bela foto nos 10 melhores looks da semana e passei meu melhor perfume. Se bem que ele nem ligaria se eu chegasse lá enrolada numa toalha de mesa quadriculada e fedendo a peixe. Tenho certeza que ainda assim ele estaria me esperando de braços abertos.

Me apressei o quanto pude e cheguei exatamente na hora marcada, pois com ele eu tinha que ser pontual. Cada minuto era precioso e único. Foi só entrar no local do encontro que eu senti uma paz imensa tomando conta de mim. Ao me ver, ele foi até onde eu estava e sentou do meu lado.

Um ser indescritível. De deixar a mais tagarela sem palavras. Não consigo nem dizer se ele é loiro ou moreno, alto ou baixo, gordo ou magro. Só posso dizer que ele é lindo, e ao tocar nas minhas mãos eu senti uma energia da qual nunca havia experimentado antes.

Ele me olhava no fundo dos olhos e me tratava como se eu fosse a pessoa mais importante da vida dele. Quando ele me abraçou, eu chorei. E foi um choro de alívio, coloquei pra fora tudo aquilo que vinha me incomodando há tantos dias, mas que pareciam mais anos. Ele enxugou minhas lágrimas, me deu um beijo na testa e disse que era hora da gente comer.

Nosso garçon trouxe nosso alimento e nossa bebida. Peguei com a mão a pequena refeição, que era pequena, do mesmo tamanho e da mesma forma que uma moeda de 1 Real. Sem gosto, devo dizer, mas matou minha fome inteiramente. A bebida era vinho, e eu dispensei. Quando a gente está bem acompanhada, o que menos importa é se a gente vai beber ou não. E eu só queria ficar ali, de olhos bem fechados, sentindo a paz que só ele me traz.

Uma hora e meia se passou e eu precisava ir. Não queria, mas foi mais um daqueles casos onde o tempo voa. Confesso que tomar a inciativa de ir até lá foi meio complexo, mas agora que eu fui, eu queria ele pra sempre perto de mim. Levantar também não foi fácil, mas eu tinha que fazer e ele fez o mesmo. Me abraçou com um dos braços e me guiou até à porta. Beijou minhas mãos e disse que eu era livre para ir e vir, a hora e o dia que eu quisesse. Fui embora com a cabeça leve e o coração preenchido de coisa boa.

Todo mundo merece um sábado à noite, um domingo à tarde ou um horário qualquer com Ele, o importante é saber que quando a gente convida com o coração, nosso convidado vem, e vem sempre cheio de amor pra dar. Pra mim, pra você e pra quem mais quiser.

http://www.portalparaiba.com/site/colunista.php?idColuna=104

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mulher Crônica


Mulher Melancia? Mulher Pitomba? Mulher de fases? De todas as cores? Não... essas daí nada tem a ver comigo. Vou assumir de uma vez por todas: podem me chamar de Mulher Crônica. Uma pequena mulher que tem na inspiração sua melhor amiga e sua pior inimiga, porque ela as vezes vai embora, deixando apenas a piração solta por aqui.

Pois bem... Andam dizendo por aí que exponho demais a minha vida e eu tenho que concordar. Minha coluna é meu divã. Mas nem pensem que eu conto todas as histórias reais deitada nesse sofá de desing esquisito. As melhores ficam guardadas só pra mim, aqui dentro, onde ninguém tem acesso.

O que eu tenho de melhor está aqui, à salvo, protegido de tudo e de todos. Protegido porque muitas vezes é mais bonito o não dizer do que qualquer verso que foi dito. E o que foi dito muitas vezes não deve ser levado a serio, até porque às vezes nem eu mesma me levo.

Eu sempre falei demais, mais do que devia, mais do que podia, mais do que qualquer pessoa esperaria. Hoje, meu esporte favorito é escutar. Posso afirmar que a parte da minha pequena pessoa que eu mais gosto são meus ouvidos. Finalmente aprendi a ouvir somente aquilo que me dá prazer, o resto tem ficado do buraquinho pra fora...

Posso afirmar também que a parte que mais tenho detestado em mim é o meu sorriso. Por mais branco e bonitinho que ele esteja após o clareamento dental, ele não chega até meus olhos, quem dirá ao meu coração. É um sorriso incompleto e imperfeito, de uma mulher incompleta e imperfeita, que tem mania de homens incompletos e imperfeitos.

Mas eu seria a mulher perfeita pra você, isto é... se você ao menos existisse, né?! E eu desisto de você, porque você desistiu de mim. Se seu medo era ser feliz, a gente podia ter divido junto a mesma fobia, pois eu morro de medo de deixar de ser triste. Eu só devo agradecer. Você me poupou de uma grande desgraça: me apaixonar por você.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Amargo Novembro

Essa história não é bem definida, pode ser considerada feliz, triste... depende de quem conta e também de quem está lendo. É necessário apenas deixar o coração aberto para que ela possa entrar.

Novembro, 30 dias. Tempo suficiente para significar alguma coisa e não criar problemas. Esse seria o mês dele, que me apareceu do nada, em um Doce Novembro qualquer, exatamente como naquele filminho americano.

Dono de uma alegria triste, ele ganhou meu coração nos primeiros 5 minutos de conversa. Não era muito difícil, confesso. Sabe o Adam Sandler? Misture-o com o Jack Johnson. O
resultado da junção dos dos dois vai sair igualzinho ao protagonista dessa história. Sem tirar nem por, tanto na aparência, quanto no jeitinho de ser.

Ele tinha a profissão dos sonhos de muito marmanjo: testava joguinhos de videogame. Nas horas vagas, era DJ e tocava um violão desengonçado. Mas, sua maior missão aqui na terra foi abrir a tampa da caixinha onde eu vivia, deixando assim que a luz e o ar pudessem entrar.

Me conquistou sem meias verdades e sem mentiras inteiras. Desde o começo eu sabia que ele tinha um tumor na cabeça, mas ele não contava a gravidade da coisa. E nunca... nunca mesmo deixou a peteca cair.

Foi rápido, muito rápido. Mas foi intenso. Novembro acabou e junto com o mês a paixão se foi também. Ficamos afastados por um vacilo meu, depois discutimos e eu nunca mais falei com ele. Aliás... eu falo e penso nele em muitos dias da minha vida. O vejo no céu, nas estrelas, na lua, até o vejo sentado do lado de São Pedro cantando: "São Pedro... tenho um "negóço" pra botar na sua mão..." hahaha.

Lembro do dia que soube da sua morte. O tempo parou. O filme veio todo na minha cabeça. Assim como a moça do filme, ele também tinha um câncer na cabeça. O destino fez com que eu não pudesse dizer nem sequer um "Oi" de despedida pra ele.

Termino o texto mandando um beijo pro céu, especialmente pra você, que me deu um Novembro Doce com gostinho de quero mais, que infelizmente a gente não pode ter, deixando ele Amargo pra sempre...

Daniel, você foi meu Novembro.

http://www.portalparaiba.com/site/colunista.php?idColuna=100

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Esperando por um bom título

Quem espera sempre alcança? Nada... tem gente que é baixinha como eu e só vai alcançar se subir num banquinho ou pedir uma ajuda. Mas todo mundo espera alguma coisa. Esperam principalmente que as coisas andem mais depressa, como se a vida já não fosse rápida demais.

Existem esperas irritantes e esperas agradáveis, umas fazem um bem danado para a nossa imaginação e as outras não sei bem a quem fazem um bem. E eu digo logo que se vocês esperam ler um texto sensacional, devem parar por aqui, não esperem muita coisa hoje de mim.

Tá pra nascer coisa mais insuportável do que fila de banco. Eu odeio. Sempre fico noiada achando que a qualquer momento alguém vai entrar anunciando um assalto e mandando todo mundo pro chão. Mas eu tenho uma tia que adora. Ela diz que sempre leva cantada dos aposentados que tão passeando no banco sem ter nada pra fazer, que faz tanto bem quanto passar em frente de uma obra.

Gravidez é o tipo da espera que deve ser maravilhosa. Ficar imaginando o rostinho do bebê deve ser uma sensação maravilhosa. Sem contar a espera do sexo. Já pensou?! Você passa 3 meses pra saber e quando descobre, compra o enxoval mais lindo do mundo, com as roupinhas mais lindas do mundo, mas a verdade é que você só vai ter certeza mesmo quando a criança completar 15 anos e decidir se é menino ou menina.

E o clima de tensão que deve ter a sala de espera de um Proctologista? O cara tá sentado lendo uma revistinha de fofoca e não sabe bem o que vem pela frente (nesse caso por trás seria mais adequado). A única certeza que ele tem é que não vai sair de lá sem ter levado no mínimo uma dedada.

Quando eu espero por um show que eu gosto muito, me sinto como se tivesse 12 anos novamente. As lombrigas que residem na minha barriga fazem uma festa, talvez seja tentando avisar que essa espera pode nem valer tanto assim, que eu vou esperar ainda mais lá, pois o cantor tá no camarim enchendo a cara e paquerando as menininhas.

Relacionamento sem espera então é algo que não existe, fato. Já faz algum tempo, tipo uns 11 anos do meu primeiro pra cá que eu espero, aliás... todos nós esperamos. Esperamos uma ligação, uma mensagem de texto no celular (que você confere de 5 em 5 minutos pra ver se está ligando, dando sinal e aquela coisa que nós fazemos muito bem), um depoimento no Orkut, uma DM no Twitter, uma mensagem no Facebook, uma janelinha subir no MSN e por aí vai...

Lembro que esperei 8 meses pra um paquera me dar um beijo. Isso eu estando com 24 anos e ele com 27, duas crianças de 6 e 9 devem ser mais desenroladas que a gente, né?! Enfim... depois de muita espera, acabou acontecendo. Agora eu o deixo esperando...

Sabe aquele seu outro paquera que ia passar no seu hotel depois do futebol? Você ainda está lá na recepção esperando, né? Ele te ligou avisando que não ia? Pra mim também não. E eu espero uma desculpa esfarrapada até hoje.

Mas certo dia a felicidade não me deixou esperando. Chegou antes da hora e subiu as escadas rolantes que desciam, viu?! Só pra me encontrar... E tem quem diga que a felicidade é algo difícil de se ter, mas eu soube que dividi essa felicidade com metade da torcida feminina (há quem diga que também masculina, credo!) do Santa Cruz, Náutico e Sport.

Tem também aquela canção, aquela bem bonitinha, que eu mal posso esperar pra cantar... a letra já tá ensaiadinha, decorada desde a primeira vez que a ouvi. O show tá perto... bem perto. Espero os aplausos e o grito da galera.

Esses anos de treino me ensinaram a ser boa na espera, mas apesar de fazer isso profissionalmente, tenho a mania de procurar a solidão, embora algumas vezes esteja acompanhada. Mas sabe porque eu procuro? Sozinha pelo menos eu não espero por ninguém, só espero por mim mesma. Até porque esperar pelos outros é algo muito confortável, mas não é nada aconselhável.

E a gente pensa que as pessoas são diferentes, mas elas são todas iguais, a diferença é o tempo que cada uma aguenta esperar. Eu tô aqui esperando deitada. Porque esperar em pé cansa e sentada dói a bunda, viu?!

E se você espera que isso tudo seja verdade... Ô meu bem, eu te avisei pra não esperar muita coisa de mim.

Pode ler aqui também, oh: http://www.portalparaiba.com/site/colunista.php?idColuna=98

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Complexo de Zé Mayer


Ele exala testoterona pela telinha e é o dono do alvoroço da mulherada todas as noites (pelo menos de segunda a sábado). Durante todas as 24h do dia, ele também é o dono das melhores piadinhas que circulam na internet. Se você não sabe do que tô falando meu bem, abra o Twitter (o microblog inútil mais útil de todos os tempos) e vá em busca do #zémayerfacts.

E se você não sabe como ver, eu ajudo colocando algumas aqui. Tô super bem-humorada, mesmo sem ter saído com o Zé Mayer ontem a noite. E as três melhores frases na minha opinião são:

1. Quando nasceu, Zé Mayer deu um tapa na bunda da enfermeira.
2. Zé Mayer não conta carneirinhos pra dormir, conta Helenas.
3. Se o Zé Mayer morrer no final da novela, a terra há de ser comida por ele.

Entendem agora porque de todas as mulheres desse Brasil estão querendo ser Helena? Sorte da Regina Duarte, da Christiane Torloni, da Vera Fisher e agora da Taís Araújo, a mulher mais invejada da ficção nos últimos dias, que pega um bonitão na novela das 9h e é casada com o feioso do Lázaro Ramos. Mas há ainda quem diga por aí que a primeira Helena que o Zé pegou não foi a do Manoel Carlos, foi a de Tróia.

Deixando o Zé Mayer um pouco de lado, tendo só um o cuidado pra ele não ficar do lado demais e querer me dar uns pegas, o Zé andou inspirando muito coroa por aí e por aqui. Já que as mulheres começam a observar que dois de 20 não dão a metade do caldo que um quarentinha tem pra oferecer, os marmanjos andam correndo em busca do tempo perdido e das mulheres também.

Eles são seguros, mais bem cuidados, mais gentis, galateadores, discretos e silenciosos, falando apenas a coisa certa na hora certa. Mas se engana quem pensa que pro quarentão é moleza. Quem vê o Zé Mayer na novela deve pensar que ele não faz nenhum esforço pra ser assim, amanhece e adormece com essa carinha linda de quem quer te dar uns tapas (no bom sentido, claro) o tempo todo. Mas não... é duro. E se não for tão duro assim... quem tem azul tem tudo, né?!

Tinta discreta no cabelo pra tapear os fiozinhos brancos que já tomam conta de mais da metade da cabeça, roupas descoladas feitas para boyzinhos de 19 anos, máscara de argila verde no rosto antes de dormir e ao acordar, isso sem contar as flexões que eles fazem no escritório entre uma reunião e outra, bem no meio da sua sala, que tem uma plaquinha na porta dizendo: Diretor Executivo.

Enfim, os Zés de 40 e 50 estão na moda (por mais que o Zé original tenha acabado de chegar na casa dos 60), mas eu devo admitir que ando meio numa fase meio cafona. E ah... queria dizer só uma coisinha pras modernetes que estão aderindo à moda do peguete bem mais velho: Corega neles, Colega!

http://www.portalparaiba.com/site/colunista.php?idColuna=96

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A verdade nua e crua


Terça-feira calorenta. TPM matando. Clientes desesperados e cheios de razão te ligando logo cedo, exigindo N coisas que não dependem de você. Chefinho te cobrando as coisas, mesmo sendo o penúltimo dia do mês e você já bateu a sua meta de resultados desde a metade dele. Massagista cancelando a sua massagem de sempre na hora do almoço, só pelo fato de estar com sono. Sua manicure está de folga e você não quer dar suas mãozinhas delicadas pra uma açougueira qualquer fazer um bife. Sua internet tira onda da sua cara e resolve derrubar a conexão logo na hora que você está enviando um e-mail longo super importante para um cliente nem tanto assim.

Você já está surtando, quando de repente tem a brilhante idéia de tirar o resto da tarde só pra você. Almoço engordight, comedinha romântica no cinema sozinha e claro: a roupa mais linda que você conseguir achar naquelas vitrines tentadoras. Tudo-certo-já, vamos nessa!

Na hora de fazer o pedido, o atendente te pergunta se você quer dobrar o queijo e você diz: "Não, moço. Quero dobrar só o guardanapo, pois eu me melo toda com esse sanduiche." A risadagem no balcão é geral, só você não acha tanta graça assim no que diz... eles teriam engolido um palhaço?!

Pedido efetuado com sucesso, hora de escolher a mesa. Você vê duas peruas se matando, dividindo um pequeno sanduba de 15. Claro que você vai sentar lá do ladinho delas, pra fazer um pouquinho de maldade, comendo seu Frango Teriaki de 30cm (você pode, já que não teve almoço hoje) sem o mínimo de culpa.

E se você acha que vai escapar dos telefonemas enquanto come, não se engane. Ele tocará 3 vezes. Uma das vezes é sua melhor amiga, que pergunta o que você está fazendo. E quando você fala, ela logo se anima pra ir também, e você, no seu íntimo, torce para que ela desista (desculpa, amiga). Ela desistiu. Mais uma missão realizada com sucesso.

Acabou de comer? Pois então corra, o filme já vai começar. Cuidado pra não cair e passar vergonha em plena praça de alimentação, viu?! Seu dia já não está tão bom assim... e a tendência é sempre piorar.

Você entra atrasada no cinema, já está tudo escuro e só a imagem da tela e as luzes azuis no chão não ajudam você a encontrar uma cadeira num lugar legal, sem ninguém por perto, pra que você não corra o risco de ser pega em flagrante chorando e rindo, tudo ao mesmo tempo.

Ao sentar, você tira seu sapatinho confortável número 34 e cruza as pernas na cadeira. Está praticamente no sofá da sua casa, quando de repente, o susto: Ashton Kutcher no trailer de Jogando com prazer. Imediatamente você sente uma puta inveja da Demi Moore, que além de ter estrelado um dos seus filmes favoritos, dorme e acorda ao lado do bonitão mais seguido do Twitter todas as noites. Vida difícil, hein?!

Olhe para um lado e observe que você não é única desocupada que vai pro cinema sozinha em plena terça-feira. Olhe para o outro e veja casais apaixonadinhos, fofuxinhos e cutecutezinhos que ao contrário de você, poderiam sim estar fazendo coisa melhor do que matar o trabalho somente pra ver um filminho numa sala fria e escura.

Respire fundo, o filme vai começar. Logo de cara você já identifica: esse filme vai pra lista dos meus favoritos, certeza! Tive a primeira crise de risos ao ver que a protagonista imprime o perfil no site de relacionamentos do carinha que ela tem um encontro marcado pra logo mais. Até a ficha policial do moço foi consultada. E nem adianta achar que isso é coisa de psicopata... Vai dizer que você nunca pesquisou informações sobre o seu paqueirinha no Google?!

E por falar em sites de buscas, fiz um teste agora a pouco. Digitei sonho de consumo e cliquei, sabe o que apareceu? Uma foto do Gerard Butler, o Mark Chadway do filme. A coisa mais linda de barbinha por fazer e carinha de cafajeste. Meu tipinho preferido. E ah... ele explica direitinho como funcionam as cabeças do homem. Perfeito!

A Katherine Heigl, protagonista do filme, mata metade das mulheres do mundo de inveja. Logo dois, galega?! E a cena do Mojito? E a dança na sequência?! E a cena do elevador??? Ah minha gente... vão assistir isso, garanto que boas risadas vocês darão.

Claro que meu telefone não podia deixar de tocar, né?! Em pleno horário de expediente liga cliente, chefinho e uma amiga sua, que quando você diz que está no cinema pergunta logo, eufórica, quem é está te acompanhando. E claro... chega fica mufina quando você diz que está sozinha. Que povo careta, só posso ir pro cinema com um carinha, é?! Eu hein...

O filme acabou da melhor forma possível, sempre com romance, né?! E você sai da sala desesperada, pois suas risadas não foram nada discretas, principalmente no jantar onde o molequinho encontra um brinquedinho perdido no chão.

Certo... você corre. Jura que já fez demais por você, que o filminho tirou todo seu estresse do dia, promete que vai perder a fama de Becky Bloom e não vai dar nem uma mínima olhadinha nas vitrines do shopping, né?! Você consegue? Não... claro que não.

Sabe o look mais lindo daquela loja da vitrine linda (e cara) que você prometeu nunca mais fazer comprinhas?! Nesse momento encontra-se no seu guarda-roupa, devidamente acomodado, esperando uma festinha bombástica pra ser usado.

Ah... claro, como ia esquecer desse detalhe. Sabe quem ligou durante o seu dia de mulherzinha?! Aquele seu paquerinha novo, te chamando pra jantar. Você foi?! Foi... Você foi tomar uma "cervejinha" depois?! Foi... E foi bom?! Foi... E se esse dia foi de verdade?! Bem... você nunca vai saber!